Dormir de barriga para cima pode ser prejudicial na gravidez

Toda gestante sabe muito bem a dificuldade de encontrar uma posição confortável para dormir especialmente nos últimos meses por conta do tamanho da barriga. Atualmente as opções ficaram menores ainda, isso porque um estudo publicado na quarta-feira dia 2 na revista científica JAMA Network Open, traz um novo alerta: Os pesquisadores descobriram que dormir de barriga para cima, principalmente no terceiro trimestre, pode representar riscos ao bebê.

 

Segundo a pesquisa realizada pela Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, essa posição é capaz de reduzir o fluxo sanguíneo para o desenvolvimento do útero e isso aumenta em três vezes as chances de o bebê nascer com pouco peso (abaixo de 2,6 kg).

 

Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram cerca de 1.760 mulheres, na faixa dos 30 anos e com 28 semanas ou mais de gestação. Os resultados mostraram que as gestantes que relataram dormir de barriga para cima tiveram uma redução clinicamente relevante de 144g ou uma redução média ajustada de 10% no percentil do peso do bebê ao nascer.

 

Segundo explicações dos pesquisadores, as crianças menores têm mais dificuldades de se alimentar, de combater infecções e uma maior probabilidade de desenvolver doenças respiratórias. Por isso, a recomendação dos especialistas é de que sejam realizadas campanhas de saúde pública para incentivar as gestantes a dormirem deitadas de lado, aumentando, assim, o potencial ganho de peso da criança.

 

De acordo com o obstetra João Mezziara, a posição mais indicada para a gestante é deitar-se de lado virada para a esquerda. Segundo ela: “Do lado direito do útero passam os dois maiores vasos sanguíneos do organismo, a veia cava e a artéria aorta. Ao comprimir a região, compromete-se o fluxo sanguíneo”.

 

Para finalizar uma dica: Se para você a posição for incômoda, tente aliviar o desconforto com travesseiros. Espalhe-os pela cama, colocando-os entre os joelhos, abaixo da barriga e/ou nas costas. Há diversos modelos especiais para gestantes no mercado.

 

Fonte: Revista Crescer.

11/10/2019