Qual a função da placenta?

Durante nossa vida ouvimos diversos termos que sabemos que estão ligados a algum assunto específico, mas não temos certeza do que se trata. Acontece, por exemplo, quando falamos de termos bastante conhecidos da gestação, como a placenta, por exemplo.

Para muitas pessoas, isso remete imediatamente à gravidez de uma mulher, mas muitos não sabem exatamente o que ela significa e muito menos a sua importante função neste processo.

O que é a Placenta?

A placenta é um órgão bastante específico dos mamíferos, que só existe durante a gestação e serve como uma camada de proteção ao bebê para garantir a evolução da gestação. O sangue da mãe e do bebê quase nunca entra em contato direto um com o outro (sendo a passagem de glóbulos vermelhos da mãe para o bebê um problema particularmente grave quando o assunto é o fator RH), tendo a placenta como intermediária para garantir a proteção do feto.

A formação desse órgão se dá ainda no início da gravidez, assim que ocorre a fecundação. Quando o óvulo é implementado na parede uterina, diversas células começam a infiltrar os vasos do útero, iniciando uma espécie de revestimento interno, que mais tarde se tornará a placenta.

Por volta da 12ª semana de gestação ela está completa e desempenhando todas as suas principais funções. Até a 16ª semana, o bebê e a placenta apresentam o mesmo peso, mas ao fim da gravidez, o bebê costuma estar até 6 vezes mais pesado do que o órgão.

Durante o parto, a placenta se desprende do útero e sai junto com o bebê. Apesar de muitos considerarem saudável que o bebê continue revestido com ela nos seus primeiros momentos de vida, não há nenhum estudo que comprove algum tipo de função da placenta fora do útero, ainda que ela possa impedir que bactérias ataquem o bebê no início.

Porém, isso é algo que também pode ser feito facilmente pelos médicos sem prejudicar em nenhum aspecto a saúde do bebê, por isso, pelo menos hoje em dia, essa prática não possui nenhuma eficácia real.

Funções da Placenta

Existem diversas funções que são atribuídas à placenta e esse é um órgão fundamental para o desenvolvimento e segurança do bebê dentro do útero materno. Essas funções são:

Nutrição: Uma das principais funções da placenta. Ela é quem é responsável por manter as trocas de nutrientes entre a mãe e o bebê através do cordão umbilical.

Respiração: As trocas gasosas do feto também são uma responsabilidade desse órgão. Ele recebe oxigênio da mãe através do cordão umbilical e libera o gás carbônico através da própria placenta.

Proteção Imunológica: A placenta é também responsável pela proteção do bebê caso a mãe fique doente e impede que vírus e bactérias o afetem diretamente. Mesmo quando a mãe não está doente, diversos tipos de bactérias ainda podem constar em seu organismo e que podem fazer mal ao bebê e a placenta também impede esse contato.

Excreção de Urina: Ocorre principalmente no terceiro trimestre da gravidez, quando o bebê passa a engolir o líquido amniótico e urinar. A ureia que é produzida é eliminada pela placenta.

Produção de hormônios: Outra função muito importante desse órgão é a produção dos hormônios beta HCG e da progesterona, que são alguns dos principais hormônios da gravidez e que possuem funções importantes para o momento do parto e até mesmo para a amamentação.

Além disso, com a produção de hormônios, a placenta garante o correto desenvolvimento da gravidez modificando o metabolismo da mãe. Existem ainda outras funções que a placenta desempenha, como a transferência de calor entre mãe e bebê, o filtro de medicamentos, e principalmente, a proteção física, já que essa camada impede que impactos contra a barriga da mãe afetem diretamente o bebê, o protegendo até mesmo de mudanças bruscas de temperatura.

Principais Problemas com a Placenta

Durante a gravidez, diversos problemas podem ocorrer com a placenta em diversos graus de seriedade. Vamos falar aqui sobre cada um deles, explicando quais são os perigos e como cada um deles pode ocorrer.

  • Placenta Descolada
  • Trombose Placentária
  • Placenta Calcificada
  • Placenta Baixa
  • Placenta Acreta

Placenta Descolada

Acontece quando a placenta se desprende do útero antes do momento do parto. Tal descolamento pode ocorrer por conta de pancadas muito fortes, tabagismo, pressão arterial muito elevada ou histórico da mulher com o mesmo tipo de problema. O descolamento da placenta pode causar problemas no desenvolvimento do bebê e deve ser tratado o mais rapidamente possível.

Trombose Placentária

Acontece quando um coágulo é formado em uma das artérias ou veias da placenta, dificultando assim a troca de gases e a nutrição do bebê. Apesar de ser algo raro, ela pode ser nociva e causar até mesmo abortos, ainda que exista casos de trombose placentária que nem mesmo são sentidas pela mãe e que não causam nenhum tipo de dano.

Placenta Calcificada

Esse problema ocorre quando a placenta se desenvolve rápido demais, se tornando “envelhecida” e perdendo a qualidade de algumas de suas funções. Se esse problema ocorrer antes da 34ª semana de gestação, pode ser perigoso, já que a placenta calcificada pode causar problemas na formação do bebê.

Placenta Baixa

Ocorre quando a placenta recobre a abertura do colo do útero. É algo normal no primeiro trimestre de gravidez , mas, se o problema persistir, o parto normal pode ficar inviável ou até mesmo ocorrer um parto prematuro.

Placenta Acreta

Ao contrário do descolamento da placenta, esse problema ocorre por conta de a dificuldade da placenta sair na hora do parto. Dependendo da gravidade, esse problema pode representar até mesmo risco de morte para a mãe, sendo necessária a remoção do útero.

Para uma mulher que deseja engravidar é extremamente importante conhecer órgãos como a placenta e saber quais são suas funções, como ocorre seu desenvolvimento, além de também estar alerta sobre possíveis problemas que podem ocorrer.

É claro que pesquisar por conta própria nunca vai substituir uma conversa com seu médico, mas desse modo, a mulher vai estar muito mais informada para tirar dúvidas mais específicas e para ficar alerta para qualquer sinal de problema durante sua gravidez.

Informação nunca é demais, ainda mais quando se trata da sua gestação e de questões que envolvem o seu futuro filho.

27/03/2019