Prevenção de uma próxima gravidez na adolescência

Escrito por: Adriana Vieira

Esse é um dos principais objetivos do Projeto Menina-mãe, que em setembro desse ano (2011) completa quatro anos de existência.
A gravidez é um período cheio de dúvidas, mudanças hormonais, medos, ansiedade e conhecimento, e muitas meninas passam pela difícil tarefa de se tornarem mães nessa época, na adolescência.
Nosso projeto veio para colaborar com uma sociedade melhor, buscando dar suporte emocional e físico para essas meninas adolescentes que serão mães. E ainda mais: nosso foco é fazer com que através das palestras educativas, com ginecologistas e obstetras, essas meninas aprendam a prevenir-se de uma segunda gestação ainda nesse período, adolescentes.
“No Brasil temos um alto índice de reincidência de gravidez na adolescência, e no projeto estamos minimizando esses números. Mais de cem meninas já passaram pelo projeto, e apenas umas delas engravidou novamente, mesmo assim, seu primeiro bebê tinha dois anos e meio”, afirma a coordenadora do Projeto, Lourdes Teixeira Henriques.
“Explicamos, mostramos todos os tipos de anticoncepção e métodos preventivos, mesmo durante o período que ainda estão grávidas, para que elas aprendam e possam escolher se querem ou não uma próxima gravidez”, explica Márcia Angrisani Garcia, ginecologista do projeto. “ Falamos sobre cuidados com gravidez, doenças sexualmente transmissíveis, preservativos, anticoncepção durante a amamentação e outros assuntos que surgem durante as palestras”, conclui a médica.
O projeto conta ainda com pediatras que ensinam na prática essas mães a amamentarem seus bebês, melhorando ainda a saúde desses pequenos e criando um vínculo ainda maior entre mãe e bebê. “ Incentivamos o aleitamento materno até os seis meses de vida, pois no Brasil ainda há muitos mitos sobre o leite da mãe não ser suficiente para a crianças, e aqui, durante as reuniões, esclarecemos esses mal-entendidos e temos tido ótimos resultados”, conclui Ana Beatriz Soares, pediatra e acupunturista. Queremos aqui, antes de mais nada, plantar a semente da transformação,dessas meninas, em mães conscientes,  e de seu papel não somente como mulheres, mas também como cidadãs, com direitos e deveres, com ética e cidadania e que possam crescer, amadurecer junto com seus bebês. Queremos ainda que  essas crianças, hoje bebês, sirvam de estímulo para uma vida melhor, e mais digna para essa nova família que se forma!

Segue uma frase, de um consciente e renomado obstetra francês:
“ Para mudar o mundo é preciso mudar a forma de nascer” – Michel Odente

 

7/07/2011